PÓS-PROSTATECTOMIA
Perda de urina após a cirurgia de próstata: o que esperar
Perder urina nos primeiros meses depois da prostatectomia é comum e, na maioria dos homens, melhora com o tempo. Veja como é a recuperação e o que ajuda nessa fase.

A cirurgia de retirada da próstata (prostatectomia) é um dos tratamentos mais comuns para o câncer de próstata. Junto com o alívio de ter passado pela cirurgia, muitos homens se deparam com uma surpresa: a perda involuntária de urina nas semanas seguintes.
A boa notícia é que, na maioria dos casos, essa perda é temporária e diminui com o tempo e com o tratamento certo.
Por que a perda acontece
A próstata fica logo abaixo da bexiga e envolve o começo da uretra. Ao retirá-la, a cirurgia mexe em estruturas que ajudam a segurar a urina. Até que os músculos ao redor (o esfíncter e o assoalho pélvico) se adaptem e ganhem força, é comum escapar urina ao tossir, espirrar, levantar da cadeira ou fazer algum esforço.
Quanto tempo dura
Varia bastante de pessoa para pessoa. Os estudos mostram que a maior parte da melhora acontece nos primeiros 6 a 12 meses depois da cirurgia. Em um estudo com pacientes operados, 87% tinham algum grau de perda no primeiro mês, número que caiu para 63% no sexto mês.
Idade, o tipo de cirurgia e o controle urinário antes da operação influenciam a recuperação. Por isso, o melhor é conversar com o urologista sobre a expectativa no seu caso.
O que ajuda na recuperação
- Fisioterapia do assoalho pélvico: é o principal recurso. Uma revisão com 1.208 pacientes encontrou melhores taxas de recuperação do controle urinário entre os que fizeram exercícios do assoalho pélvico. O ideal é começar com orientação de um fisioterapeuta especializado.
- Paciência com o processo: a melhora costuma ser gradual. Anotar os dias e o volume das perdas ajuda a perceber a evolução.
- Cuidados com a bebida: evitar excesso de cafeína e álcool pode reduzir a urgência, mas não deixe de beber água.
- A proteção certa para cada fase: usar um produto adequado ao volume de perda evita constrangimentos e permite manter a rotina.
Como escolher a proteção em cada fase
No começo, as perdas podem ser maiores e, com o passar das semanas, ir diminuindo. Por isso, a proteção pode mudar ao longo da recuperação:
- Uroconfort M (até 250 ml): para as fases em que a perda vem em pequenos jatos, com mais volume.
- Uroconfort P (de 70 a 100 ml): quando sobram apenas gotas e pequenos escapes.
Os dois têm formato pensado para a anatomia masculina, ficam discretos sob a roupa e não impedem a realização de atividades físicas, inclusive os exercícios da fisioterapia.
A recuperação leva tempo, mas a sua rotina não precisa esperar.
Quando falar com o médico
Procure o urologista se as perdas aumentarem em vez de diminuir, se não houver melhora depois de alguns meses de fisioterapia, ou se surgirem dor, febre, ardência ou sangue na urina. Existem tratamentos para os casos em que a perda persiste.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
